Outono exige atenção redobrada com a saúde respiratória, alerta especialista

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O clima seco e frio do outono é um dos principais fatores para o aumento de doenças respiratórias entre os meses de março e junho. Essa condição reduz as defesas das vias aéreas e facilita o surgimento, principalmente, de doenças viróticas e bacterianas, como gripes, coronavírus (covid-19), sinusites e pneumonias.

Além dessas enfermidades, a estação também pode provocar o aumento de casos de alergias, crises de asma e o agravamento de doenças pulmonares crônicas, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Em 2025, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o estado registrou 5.010 casos de influenza (gripe), 485 óbitos e 803 casos de infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR), este último sendo a principal causa de bronquiolite e pneumonia em crianças menores de 2 anos.

Já em abril de 2026, alguns municípios mineiros, como Belo Horizonte, Contagem e Montes Claros (no Norte de Minas), decretaram estado de emergência devido ao aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Cuidados com a saúde

O pneumologista e coordenador do Serviço de Pneumologia do Hospital Universitário Ciências Médicas (HUCM), Dr. Marco Antônio Soares Reis, explica que cuidados simples, como o uso de umidificadores de ar e a vacinação, são importantes aliados para a saúde durante o outono. “A umidade do ar ideal é acima de 60%, e em Belo Horizonte, nos últimos anos, ela tem atingido valores de até 10 a 20%. Por isso, os umidificadores são fundamentais nessa estação.”

“A vacina de gripe disponibilizada na rede pública é muito eficaz, com uma ampla cobertura e segurança, protegendo contra 3 subgrupos de vírus da influenza, duas cepas do grupo A (H1N1 e H3N2) e uma cepa do grupo B”, complementa o especialista.

Grupos de risco

A atenção redobrada nessa época do ano deve ser voltada para idosos e crianças com menos de 6 anos de idade, assim como pessoas com doenças respiratórias crônicas (asma brônquica, DPOC, fibroses pulmonares, bronquites e bronquiectasias).

“Também integram os grupos vulneráveis indivíduos com doenças cardíacas crônicas, diabetes, doenças renais crônicas, pessoas em tratamento de câncer e imunodeprimidos”, finaliza Dr. Marco Reis.

 

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